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Técnico

24 Jun 2026

Se você está procurando o significado do código de falha 5 no ABB ACS550, a resposta direta é: ele não existe. Na tabela de falhas da ABB, tanto para o ACS550 quanto para o ACH550 da mesma plataforma, o código 5 aparece marcado como RESERVED — não utilizado. O mesmo vale para o código 25. Isso significa que o número que apareceu no seu display é outro, ou vem de outro lugar. Este artigo é um guia de identificação: quais códigos são confundidos com o 5, e como confirmar qual é o seu antes de mexer em qualquer coisa. Na Ozora o reparo fica entre 10% e 25% do valor de um equipamento novo, com diagnóstico gratuito, laudo em até 24h e garantia de 180 dias.

O Que Significa

A ABB reserva posições na tabela de falhas para uso futuro ou para variantes de firmware. O código 5 é uma dessas posições vazias no ACS550. Um inversor saudável nunca vai exibir 5 como falha, então quando alguém anota esse número há três explicações possíveis.

A primeira é leitura errada do display. Em display de sete segmentos gasto, sujo ou visto de ângulo, o 5 se confunde com 6 e com 3, e o 4 pode ser lido como 5 quando um segmento falha. Os vizinhos imediatos na tabela são justamente os mais frequentes em campo: 4 SHORT CIRC, 6 DC UNDERVOLT, 3 DEV OVERTEMP.

A segunda é confusão de família. O ACS880 e o ACS580 usam códigos de quatro dígitos como 2310 e 3210, não números de um ou dois dígitos. Se o seu equipamento é de outra linha, a tabela do ACS550 não se aplica.

A terceira é que o número não veio do inversor: pode ser código de alarme do painel de controle, do cartão de comunicação, do CLP que comanda a máquina ou até do supervisório.

Causas Mais Comuns

Se for o código 3 — DEV OVERTEMP. Dissipador do inversor superaquecido. Ventilador parado, aletas obstruídas, temperatura ambiente alta ou carga acima do previsto. Comece pelo ventilador e pela limpeza do dissipador.

Se for o código 4 — SHORT CIRC. Corrente de falta na saída. Curto no cabo ou no motor, ou dano no estágio de potência. Desconecte o motor e energize em vazio: se o código persiste, o dano é interno.

Se for o código 6 — DC UNDERVOLT. Tensão do circuito intermediário insuficiente. Fase de entrada faltando, fusível aberto, rede baixa ou capacitores no fim da vida. Meça as três fases em carga.

Se for o código 2 — DC OVERVOLT. Tensão do circuito intermediário excessiva. Rampa de desaceleração curta demais, carga que empurra o eixo, rede alta ou chopper de frenagem subdimensionado.

Se for o código 1 — OVERCURRENT. Corrente de saída excessiva. Carga, rampa de aceleração curta, motor travado, ou problema em cabo e conexões.

Se for o código 7 ou 8 — AI1 LOSS ou AI2 LOSS. Perda de sinal na entrada analógica. Cabo do transmissor rompido, sensor sem alimentação ou limite de falha mal configurado.

Se for o código 9 — MOT OVERTEMP. Motor quente, por estimativa térmica do inversor ou por sensor. Sobrecarga, ventilação inadequada ou operação prolongada em baixa rotação.

Se for o código 10 — PANEL LOSS. Comunicação com o painel de operação perdida. Cabo, conector ou parâmetro de tratamento de falha do painel.

Se o equipamento for ACS880 ou ACS580. Os códigos têm quatro dígitos. 2310 é sobrecorrente, 3210 é sobretensão no circuito intermediário, 3220 é subtensão, 2330 é fuga à terra e 4210 é sobretemperatura de IGBT.

O Que Fazer

  1. Confirme o modelo na plaqueta antes de interpretar qualquer número. ACS550 e ACH550 usam códigos curtos; ACS880 e ACS580 usam quatro dígitos.

  2. Fotografe o display. Sete segmentos gasto engana, e a foto permite comparar com calma e com outra pessoa.

  3. Leia o histórico de falhas pelo painel de operação, em vez de confiar apenas no que está exibido agora. O histórico traz o código completo e a ordem dos eventos.

  4. Confirme se o número não vem do painel, do cartão de comunicação, do CLP ou do supervisório.

  5. Com o código identificado, meça na ordem: tensão de alimentação nas três fases em carga, corrente de saída, temperatura dentro do painel e isolação do motor. Essas quatro medidas cobrem a maioria dos códigos da lista acima.

  6. Anote em que momento a falha acontece: partida, parada, regime ou aleatório. Esse dado sozinho elimina metade das hipóteses.

  7. Verifique o ventilador do dissipador e a limpeza das aletas — é barato e resolve boa parte dos casos térmicos.

  8. Se o código volta imediatamente após cada reset, com o motor desconectado, o dano é interno e o caminho é bancada.

Vale Reparar ou Trocar

Não dá para orçar sem saber o que falhou, e é exatamente por isso que a identificação vem antes. Um código 6 causado por fase faltando na entrada não tem reparo nenhum a fazer no inversor. Um código 4 que persiste com o motor desconectado é estágio de potência, e aí o reparo é o caminho.

O que vale para toda a linha ACS é que a maioria das falhas concentra o dano em componentes discretos — IGBTs, drivers, capacitores do circuito intermediário, sensores de corrente, fonte de controle — e não na eletrônica de controle inteira. É isso que torna viável o reparo a nível de componente em vez da troca de placa.

O critério é objetivo: acima de 30% do valor de um equipamento novo equivalente, a recomendação é trocar. Abaixo disso, reparar é a decisão financeira correta, e a maioria dos casos fica entre 10% e 25%. Diagnóstico gratuito e orçamento fechado só depois do laudo.

Como a Ozora Resolve

Quando o código não está claro, o diagnóstico em bancada resolve rápido: energização controlada, leitura do histórico completo de falhas e teste com carga real. É bem mais rápido que tentar decifrar um display com a máquina parada e a produção esperando.

Coleta, diagnóstico, laudo técnico em até 24h, orçamento, reparo a nível de componente, teste com carga e devolução com garantia de 180 dias. Veja mais sobre a manutenção de inversor ABB na Ozora.

Perguntas Frequentes

Por que a ABB reserva códigos que não usa?

É prática normal de firmware: posições ficam livres para recursos futuros ou para variantes do mesmo produto. No ACS550 os códigos 5 e 25 aparecem marcados como reservados na tabela de falhas.

Meu display mostra um número de quatro dígitos. É ACS550?

Provavelmente não. Códigos de quatro dígitos como 2310 ou 3210 são das linhas ACS880 e ACS580. Confirme o modelo na plaqueta antes de procurar o significado.

Como leio o histórico de falhas do ACS550?

Pelo painel de operação, no menu de falhas. Ele guarda os últimos eventos, e a sequência costuma dizer mais que o último código isolado.

O código apareceu uma vez e não voltou. Preciso me preocupar?

Depende do código. Falha térmica ou de alimentação isolada pode ser evento externo. Já sobrecorrente e curto tendem a repetir e a piorar, porque cada evento estressa o estágio de potência.

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BB
Escrito e revisado por Bruno BuenoCEO da Ozora Soluções · Atualizado em 24 Jun 2026

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