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Técnico

24 Jun 2026

Três alarmes do Danfoss VLT param a máquina do mesmo jeito e pedem ações completamente diferentes: 13, sobrecorrente, 14, falha à terra e 16, curto-circuito. Todos disparam por corrente, todos desarmam na hora, e em campo é comum tratar os três como "problema de corrente" e sair trocando cabo. Este artigo é sobre a diferença entre eles — porque escolher errado aqui custa caro nos dois sentidos: trocar um inversor que está bom, ou insistir em resetar um que está morrendo. Se você já sabe que o seu é o alarme 13 e quer o detalhamento dele, veja também o nosso artigo específico sobre o alarme 13. Na Ozora o reparo fica entre 10% e 25% do valor de um equipamento novo, com diagnóstico gratuito, laudo técnico em até 24h e garantia de 180 dias.

O Que Significa

O alarme 13 é sobrecorrente: a corrente de saída ultrapassou o limite seguro, tipicamente na faixa de 150% a 160% do nominal, durante operação normal ou aceleração. É a proteção do controle atuando sobre uma corrente que ele conseguiu acompanhar.

O alarme 16 é curto-circuito: desligamento em microssegundos por proteção de hardware. A corrente subiu rápido demais para o controle reagir. A documentação associa esse alarme a falha catastrófica de módulo IGBT ou a curto entre fases no cabo ou na caixa de ligação do motor.

O alarme 14 é falha à terra: corrente escapando para o aterramento em vez de retornar pelo circuito do motor. Indica quebra de isolação, e é o único dos três que é risco elétrico direto para quem opera a máquina.

Resumindo a diferença prática: 13 admite investigação de carga e parametrização; 14 exige megôhmetro e não admite operação; 16 quase sempre significa bancada.

Causas Mais Comuns

Alarme 13 — sobrecarga mecânica. Rolamento travando, correia apertada, redutor sem lubrificação, produto acumulado. Antes de qualquer parâmetro, gire o eixo com a mão.

Alarme 13 — dados de motor incorretos. A documentação cita o parâmetro 1-24, corrente do motor, entre as causas. Corrente nominal declarada errada faz o algoritmo de controle trabalhar com uma máquina que não é a instalada.

Alarme 13 — espira em curto parcial no enrolamento. Motor com isolação degradada puxa corrente desequilibrada, muitas vezes só sob carga e temperatura.

Alarme 13 — conexões frouxas no cabo. Contato intermitente gera picos de corrente a cada oscilação. Piora com vibração e com o tempo de operação.

Alarme 13 — módulos IGBT envelhecidos. IGBT com resistência de condução aumentada responde pior ao comando. O padrão é sobrecorrente que aparece com carga cada vez menor.

Alarme 14 — isolação do motor comprometida. Enrolamento degradado por temperatura, umidade ou contaminação. A referência prática de campo é que leituras de megôhmetro abaixo de alguns megaohms já indicam problema.

Alarme 14 — cabo de motor danificado. Esmagamento, aresta viva, roedor ou entrada de água em conduíte. Meça o cabo separadamente do motor para localizar.

Alarme 14 — falha interna de saída. A documentação cita IGBTs de saída ou circuitos de driver como causa possível. É o cenário em que o alarme persiste com o motor desconectado.

Alarme 16 — IGBT em curto. Falha catastrófica de módulo. Cada reset com o motor conectado amplia o dano.

Alarme 16 — curto entre fases no cabo ou na caixa de ligação. Curto franco, normalmente evidente na inspeção e na medição de resistência entre fases.

O Que Fazer

  1. Anote qual dos três apareceu e em que sequência, lendo o histórico antes de resetar. A ordem dos eventos vale mais que o último código.

  2. Com alarme 14, não opere a máquina. Falha à terra é risco de choque e de incêndio, não apenas de produção.

  3. Desenergize, aguarde a descarga do circuito intermediário e confirme tensão zero antes de qualquer medição.

  4. Faça o teste que a própria Danfoss recomenda para o alarme 13: desconecte o motor e energize o inversor em vazio. Se o alarme persiste sem carga, há falha interna e o reparo é profissional.

  5. Meça a isolação do motor com megôhmetro, entre cada fase e a carcaça, com o cabo desconectado.

  6. Meça a isolação do cabo separadamente, com o motor desconectado. Isso separa cabo de motor.

  7. Meça a resistência dos enrolamentos entre as três fases e compare. Desbalanço aponta para espira em curto.

  8. Com alarme 13, confira o parâmetro 1-24 e os demais dados de motor contra a plaqueta do motor instalado hoje.

  9. Com alarme 16, não faça resets sucessivos. Cada tentativa arrisca dano em cascata.

Vale Reparar ou Trocar

O teste em vazio é o que decide, e vale para os três alarmes. Inversor que energiza limpo sem o motor está dizendo que o problema é externo — carga, motor, cabo ou parametrização — e trocar o equipamento nesse caso é gasto sem retorno.

Alarme que persiste com a saída desconectada significa dano interno, e aí o reparo a nível de componente é justamente o que evita comprar um equipamento novo. IGBTs, drivers de porta, resistores de gate e sensores de corrente são identificáveis e substituíveis individualmente.

A extensão do dano é o que muda o orçamento. Alarme 13 por IGBT envelhecido costuma ser reparo contido. Alarme 16 por falha catastrófica de módulo pode ser maior, principalmente se houve insistência em resetar. O critério é objetivo: acima de 30% do valor de um equipamento novo equivalente, a recomendação é trocar; a maioria dos casos fica entre 10% e 25%. Diagnóstico gratuito e orçamento só depois do laudo.

Como a Ozora Resolve

Na bancada cada IGBT é testado individualmente, os drivers de porta são verificados com sinal real e o equipamento é carregado progressivamente até a corrente nominal, para confirmar que as três fases respondem de forma equilibrada. Um reparo validado só em vazio pode falhar na primeira partida com carga real.

Coleta, diagnóstico, laudo técnico em até 24h com o que foi encontrado, orçamento, reparo a nível de componente, teste com carga e devolução com garantia de 180 dias. Quando a causa raiz é motor, cabo ou carga, isso vai escrito no laudo. Veja mais sobre a manutenção de inversor Danfoss na Ozora.

Perguntas Frequentes

Os três alarmes podem aparecer no mesmo equipamento?

Podem, e a sequência importa. Falha à terra que evolui costuma virar curto; sobrecorrente recorrente por IGBT envelhecido pode terminar em falha catastrófica de módulo. Por isso o histórico vale mais que o último código.

Qual leitura de megôhmetro indica motor comprometido?

O que importa é a ordem de grandeza e a tendência entre medições. Isolação saudável fica em megaohms altos; leituras baixas, na casa de poucos megaohms, já indicam problema a tratar.

Posso resetar o alarme 16 uma vez para testar?

Uma vez, com o motor desconectado, como diagnóstico. Com o motor conectado e repetidas vezes, não — é a forma mais rápida de transformar um reparo localizado em substituição de módulo.

O alarme 13 só acontece na aceleração. O que investigar?

Rampa de aceleração curta demais para a inércia da carga, e dados de motor incorretos. Alongar a rampa é o primeiro teste e não custa nada.

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BB
Escrito e revisado por Bruno BuenoCEO da Ozora Soluções · Atualizado em 24 Jun 2026

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