O E.THT do Mitsubishi FR-E é sobrecarga do inversor, detectada pelo relé térmico eletrônico interno. É diferente de E.THM, que é sobrecarga do motor, e de E.FIN, que é superaquecimento do dissipador. Os três falam de calor, mas de origens distintas — e confundir um com o outro faz gente trocar motor bom, instalar ventilador desnecessário ou condenar um drive que está apenas avisando que a máquina cresceu. Na Ozora o reparo fica entre 10% e 25% do valor de um equipamento novo, com diagnóstico gratuito, laudo em até 24h e garantia de 180 dias.
O Que Significa
O relé térmico eletrônico é um modelo matemático rodando dentro do firmware. Ele acumula corrente ao longo do tempo e estima quanto de energia térmica já entrou no estágio de potência. Quando a integral passa do limite, sai E.THT. Por isso o código costuma aparecer minutos depois do início do ciclo pesado, e não no instante do pico.
O E.THM usa a mesma lógica, mas aplicada ao motor, com base na corrente nominal configurada. É totalmente dependente de parametrização: corrente nominal errada faz o modelo proteger o motor errado. Já o E.FIN não é modelo nenhum — é temperatura medida por sensor no dissipador.
Vale separar da família de sobrecorrente: E.OC1, E.OC2 e E.OC3 são eventos instantâneos na aceleração, em velocidade constante e na desaceleração. Sobrecorrente é pico; sobrecarga é acúmulo. Quando os dois aparecem juntos, a máquina está bem além do que o conjunto suporta.
Causas Mais Comuns
Inversor subdimensionado para o ciclo real. Causa mais comum. O drive foi escolhido pela potência do motor e não pelo regime de trabalho. Ciclo com partidas frequentes, torque constante em baixa rotação ou sobrecarga periódica exige inversor com folga.
Carga que cresceu com o tempo. Esteira que passou a levar mais material, bomba com rotor trocado, mistura mais densa, ferramenta maior. O conjunto funcionou por anos e passa a desarmar sem que nada tenha sido mexido no painel.
Resistência mecânica anormal. Rolamento agarrado, correia sobretensionada, redutor sem lubrificação, desalinhamento. O motor puxa corrente acima do necessário o tempo todo, e o modelo térmico acumula até desarmar.
Frequência de chaveamento aumentada. Subir o carrier para reduzir ruído acústico aumenta a perda de chaveamento dentro do estágio de potência. É calor gerado no próprio IGBT, e o E.THT chega antes do previsto.
Operação prolongada em baixa frequência com torque alto. Muitas aplicações exigem torque nominal em rotação reduzida. A corrente continua alta e a refrigeração do conjunto piora, especialmente com motor autoventilado.
Parâmetro de corrente nominal configurado errado. Se o valor lançado no drive é menor que o real da plaqueta, o modelo térmico desarma cedo demais. Se é maior, a proteção deixa passar mais do que deveria. Conferir a plaqueta é gratuito e resolve muito caso.
Ventilação do painel insuficiente. O modelo térmico leva em conta a temperatura ambiente medida pelo drive. Painel quente reduz a margem disponível e antecipa o E.THT mesmo com corrente dentro do esperado.
Ventilador do inversor parado ou lento. Quando isso acontece, o mais comum é ver E.FIN. Mas em ciclo pesado o E.THT pode chegar antes, porque a perda térmica não está sendo removida e a integral sobe mais rápido.
O Que Fazer
Confirme qual código apareceu: E.THT é o inversor, E.THM é o motor e E.FIN é o dissipador.
Meça a corrente de saída em regime, com a máquina no ciclo real, e compare com a corrente nominal do inversor — não com a do motor.
Confira os parâmetros de motor contra a plaqueta, começando pela corrente nominal.
Desacople e gire o eixo com a mão para descartar resistência mecânica antes de qualquer conclusão elétrica.
Verifique se a frequência de chaveamento foi alterada em relação ao padrão de fábrica e reduza um passo.
Meça a temperatura interna do painel com o processo em regime e a porta fechada.
Verifique se o ventilador do inversor gira e em que rotação, comparando com um equipamento igual.
Registre em que ponto do ciclo o desarme ocorre. Sempre no mesmo trecho indica carga; aleatório indica refrigeração ou rede.
Vale Reparar ou Trocar
O E.THT raramente é defeito do inversor. Na maior parte dos casos ele é um recado correto: o conjunto está trabalhando acima do que foi dimensionado. Trocar o drive por um igual nesse cenário repete o problema em poucas semanas — o caminho é redimensionar ou corrigir a carga.
Quando a causa é interna — ventilador queimado, pasta térmica ressecada, sensor de corrente derivado, circuito de medição fora de calibração — o reparo é direto, verificável na bancada e vantajoso.
O critério da Ozora é objetivo: se o reparo passa de 30% do valor de um equipamento novo equivalente, a recomendação é trocar. Reparos de refrigeração e de medição ficam tipicamente entre 10% e 25%. Diagnóstico gratuito e orçamento só depois do laudo.
Como a Ozora Resolve
Na bancada o inversor é submetido a um ciclo de carga controlado enquanto acompanhamos corrente por fase, temperatura do dissipador e comportamento do ventilador. Isso mostra se o modelo térmico está desarmando cedo por defeito de medição ou se está simplesmente relatando a realidade da máquina.
Coleta, diagnóstico, laudo técnico em até 24h com o que foi encontrado, orçamento, reparo a nível de componente, teste em bancada com carga e devolução com garantia de 180 dias. Quando o problema é dimensionamento, o laudo traz essa conclusão de forma explícita. Veja mais sobre a manutenção de inversor Mitsubishi na Ozora.
Perguntas Frequentes
E.THT e E.THM são a mesma coisa?
Não. E.THT protege o inversor e E.THM protege o motor. Os dois usam relé térmico eletrônico, mas com referências diferentes: a corrente nominal do drive e a do motor.
Posso desabilitar o relé térmico eletrônico?
Tecnicamente há como reduzir a sensibilidade, mas é uma decisão ruim. O modelo existe porque o IGBT tem limite térmico real. Sem ele, o próximo evento não é um código: é um módulo de potência destruído.
O drive desarma sempre no mesmo trecho do ciclo. O que isso indica?
Indica carga, não equipamento. Vale investigar o que a máquina faz naquele trecho: partida com material acumulado, mudança de produto, elevação de carga, mistura mais densa.
Trocar por um inversor maior resolve?
Resolve quando a causa é dimensionamento, e é a solução correta nesse caso. Mas antes vale descartar resistência mecânica e parâmetro errado — sai muito mais barato e é mais rápido.Falar no WhatsApp agora sobre um Mitsubishi FR-E com E.THT
Não achou seu erro?
Descreva pra gente identificar
Conte o que esta acontecendo com o seu equipamento e nosso laboratorio retorna com o proximo passo.