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Técnico

24 Jun 2026

O Vacon 100 e a família NX (NXS, NXP, NXL) compartilham a mesma lógica de diagnóstico: cada falha tem um número curto, um nome em inglês e um registro no histórico com a data, a frequência e a corrente do momento em que ela ocorreu. Isso é uma vantagem enorme em campo — e é justamente o que a maioria das equipes não usa. Reseta o drive, religa a máquina e perde a informação que resolveria o caso. Este guia reúne os códigos que mais aparecem em painel industrial brasileiro, o que cada um está de fato dizendo e qual é a primeira medida a tomar. Na Ozora o reparo fica entre 10% e 25% do valor de um equipamento novo, com diagnóstico gratuito, laudo técnico em até 24h e garantia de 180 dias. Manda o código pelo WhatsApp que a gente já indica o próximo passo.

O Que Significa

A Vacon foi comprada pela Danfoss, e por isso o Vacon 100 convive hoje com a linha VLT no mesmo catálogo. As duas famílias têm listas de falha diferentes — não misture. No Vacon, o código aparece como F seguido do número, e o mesmo número tem o mesmo significado no NXS, no NXP e no Vacon 100. No VLT, os alarmes têm numeração própria e outro significado.

Existem três classes de reação: fault derruba a saída e trava o drive até o reset; alarm avisa mas deixa a máquina rodando; e no response apenas registra. Boa parte dos códigos tem essa reação configurável por parâmetro, o que explica por que o mesmo evento derruba uma máquina e passa despercebido em outra da mesma planta.

O histórico fica no menu de falhas do painel e guarda os últimos eventos com data, hora e os valores de operação no instante do trip. Antes de resetar qualquer coisa, anote esse conjunto. É ele que separa “a máquina falha sempre na partida” de “a máquina falha depois de duas horas em regime” — duas investigações completamente diferentes.

Causas Mais Comuns

F1 — Overcurrent (sobrecorrente). O drive mediu corrente muito acima do limite instantâneo na saída. Causas típicas: curto entre fases no cabo ou no motor, rampa de aceleração curta demais para a inércia, carga travada mecanicamente e motor subdimensionado. É a falha mais comum da família e quase nunca é defeito do inversor.

F2 — Overvoltage (sobretensão no barramento CC). Tensão do barramento acima do limite. Desaceleração rápida demais, carga que empurra o eixo (içamento, esteira em declive, centrífuga desacelerando), rede com surtos ou resistor de frenagem inoperante. O controlador de sobretensão (ID 607) existe justamente para segurar esse cenário.

F3 — Earth fault (falha de terra). A soma das correntes das três fases de saída não deu zero, ou seja, existe corrente fugindo para o terra. Isolação do motor degradada, cabo prensado, umidade na caixa de ligação. Aqui o megôhmetro no motor e no cabo resolve o diagnóstico em minutos.

F7 — Saturation trip. Proteção de hardware do estágio de potência. Costuma indicar módulo IGBT em curto, driver defeituoso ou curto franco na saída. Diferente do F1, o F7 raramente é problema de parametrização — é hardware até prova em contrário.

F9 — Undervoltage (subtensão). Barramento CC abaixo do limite. Falta de fase na entrada, fusível aberto, contator de pré-carga que não fechou, queda de rede momentânea ou capacitores do barramento no fim da vida. Vale conferir se o evento coincide com a partida de outro equipamento pesado na mesma alimentação.

F10 e F11 — supervisão de fase de entrada e de saída. F10 acusa desequilíbrio ou perda de fase na alimentação; F11, na saída. Fusível aberto, contator com contato sujo, terminal frouxo. F11 aparecendo em cima de um motor recém-trocado costuma ser ligação errada.

F13, F14, F31 e F41 — família térmica. F13 é subtemperatura do drive; F14, sobretemperatura medida no dissipador; F31 é temperatura do IGBT medida por hardware e F41, a mesma coisa estimada por software. Ventilador parado, aletas obstruídas, painel sem exaustão e frequência de chaveamento (ID 601) alta demais são as causas de sempre.

F16, F17 e F29 — proteções do motor. F16 é sobretemperatura do motor pelo modelo térmico; F17, subcarga (indica correia rompida, acoplamento quebrado, bomba trabalhando a seco); F29 é falha do circuito de termistor. Todos falam do motor, não do drive.

F50, F51, F53 e F54 — sinal e comunicação. F50 é perda do sinal 4–20 mA na entrada analógica; F51 é falha externa vinda de uma entrada digital; F53, falha de fieldbus; F54, falha de placa em slot. São falhas de instalação e de rede, não do estágio de potência.

O Que Fazer

  1. Abra o histórico de falhas antes de resetar e anote código, data, frequência e corrente do momento do trip.

  2. Classifique o evento: aconteceu na partida, na desaceleração ou em regime? Isso já elimina metade das hipóteses.

  3. Com o drive desligado e o barramento descarregado, meça a isolação do motor e do cabo com megôhmetro.

  4. Meça a tensão nas três fases de entrada, sob carga, e compare os valores entre si. Diferença acima de poucos por cento já explica F10 e F9 intermitentes.

  5. Confira as rampas (ID 103 de aceleração e ID 104 de desaceleração) contra a inércia real da máquina.

  6. Verifique o limite de corrente (ID 107) e a corrente nominal do motor (ID 113). Parâmetro copiado de outro equipamento é fonte recorrente de F1 e F16 fantasmas.

  7. Confirme se o ventilador gira na rotação normal e limpe as aletas do dissipador com ar comprimido seco.

  8. Se o código for F7, pare a investigação de parâmetros. Meça os IGBTs com o drive desenergizado e trate como reparo de bancada.

Vale Reparar ou Trocar

A maior parte dos códigos desta lista não é defeito do inversor. F1, F2, F3, F9, F10, F11, F16, F17, F50 e F51 apontam para instalação, motor, carga ou rede. Trocar o drive nesses cenários não resolve — a máquina volta a parar com o mesmo código em pouco tempo.

Quando a falha é do equipamento — F7, F8, F31 e F41 persistentes, ventilador queimado, capacitores estufados, placa de driver comprometida — o reparo a nível de componente é viável e vantajoso, especialmente na família NX, que tem construção modular e componentes disponíveis no mercado de reposição.

O critério da Ozora é objetivo: se o reparo passa de 30% do valor de um equipamento novo equivalente, a recomendação é trocar. A maioria dos casos de Vacon fica entre 10% e 25%. Diagnóstico é gratuito e o orçamento só sai depois do laudo.

Como a Ozora Resolve

Na bancada dá para reproduzir o cenário de falha com carga controlada e acompanhar o barramento, a corrente por fase e a temperatura do dissipador ao mesmo tempo. É esse teste que separa drive com defeito de drive protegendo uma instalação doente — e é a diferença entre resolver o problema e trocar o equipamento duas vezes.

Coleta, diagnóstico, laudo técnico em até 24h com o que foi encontrado, orçamento, reparo a nível de componente, teste em bancada com carga e devolução com garantia de 180 dias. Quando a causa raiz está na instalação, isso vai escrito no laudo. Veja mais sobre a manutenção de inversor Vacon na Ozora.

Perguntas Frequentes

Os códigos do Vacon 100 são os mesmos do NX?

Na prática, sim para os códigos de proteção principais: F1, F2, F3, F7, F9, F10, F11, F14, F31 e F41 têm o mesmo significado nas duas famílias. O que muda é a estrutura de menus e alguns códigos de aplicação.

O Vacon virou Danfoss. Posso usar a tabela de alarmes do VLT?

Não. Apesar de estarem no mesmo catálogo, Vacon e VLT têm listas de falha independentes. O alarme 7 do VLT e o F7 do Vacon são coisas completamente diferentes.

A falha some quando eu reseto e volta depois. Isso é normal?

É o padrão de falha intermitente, e é a hora mais barata de resolver. Cada trip por sobrecorrente ou sobretemperatura estressa a solda dos módulos de potência. Deixar rodando assim transforma um reparo simples em troca de estágio de potência.

Consigo ver o histórico sem o software da fabricante?

Consegue. O painel do próprio drive guarda os últimos eventos com data, hora e valores de operação. O software ajuda a exportar e comparar, mas o essencial está no teclado.

Falar no WhatsApp agora sobre um inversor Vacon com falha

BB
Escrito e revisado por Bruno BuenoCEO da Ozora Soluções · Atualizado em 24 Jun 2026

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