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Técnico

24 Jun 2026

Quando um Vacon NXP desarma com F7, F31 ou F41, a conversa mudou de nível: esses três códigos falam diretamente do estágio de potência, e não da instalação. Mas eles não são a mesma coisa, e tratar os três como “IGBT queimado” faz muita gente trocar módulo bom e deixar a causa raiz no painel. Um deles é proteção instantânea de hardware; os outros dois são temperatura — e temperatura, na maior parte dos casos, tem causa externa. Na Ozora o reparo fica entre 10% e 25% do valor de um equipamento novo, com diagnóstico gratuito, laudo em até 24h e garantia de 180 dias.

O Que Significa

O F7 (saturation trip) é disparado pelo circuito de dessaturação do driver. Ele monitora a queda de tensão sobre o IGBT enquanto o transistor está conduzindo: se essa queda sobe além do esperado, o transistor saiu da região de saturação e está prestes a se destruir. O driver corta o comando em microssegundos. Não é uma medida de corrente média — é proteção instantânea, e por isso o F7 aparece sem aviso e sem histórico de sobrecarga.

O F31 é temperatura do IGBT medida por hardware, por sensor no próprio módulo ou no dissipador junto dele. O F41 é a mesma grandeza estimada por software, a partir do modelo térmico do drive: corrente, frequência de chaveamento e temperatura do dissipador entram na conta e o firmware calcula a junção. Os dois protegem a mesma coisa por caminhos diferentes.

Essa diferença é útil no diagnóstico. F31 sem F41 sugere sensor ou circuito de medição comprometido. F41 sem F31 sugere que a estimativa está correta mas o sensor não acompanha, ou que o drive está trabalhando num ponto de operação que o modelo considera crítico — chaveamento alto com corrente alta, por exemplo. Os dois juntos e com o dissipador realmente quente indicam problema térmico legítimo.

Causas Mais Comuns

Módulo IGBT em curto. Causa clássica do F7. Um ou mais transistores do módulo perderam a capacidade de bloquear. O teste de diodo entre coletor e emissor das seis chaves, com o drive desenergizado e o barramento descarregado, revela o problema rapidamente. Aqui não há parametrização que resolva.

Curto franco na saída ou no motor. Cabo prensado, caixa de ligação com umidade, motor com espira em curto. O IGBT está bom, mas entrou em dessaturação porque a carga puxou corrente sem limite. Trocar o módulo sem achar o curto queima o módulo novo na primeira partida.

Placa de driver comprometida. O driver alimenta o gate e faz a leitura de dessaturação. Optoacoplador degradado, fonte isolada do gate fora de tensão ou resistor de gate alterado fazem o IGBT chavear devagar e aquecer — e o mesmo driver dispara F7 por leitura errada. É o caso em que trocar só o módulo não resolve.

Ventilador de refrigeração parado ou lento. Primeira suspeita para F31 e F41. Ventilador lento é pior que ventilador parado, porque não gera código próprio e ainda mascara o problema. Compare a rotação com a de um equipamento igual e saudável.

Aletas do dissipador obstruídas. Poeira industrial, fiapo têxtil, serragem. A troca térmica cai muito antes de a sujeira ser visível por fora. É o cenário mais comum em fábrica de alimentos, marcenaria e têxtil.

Pasta térmica ressecada ou módulo frouxo. Depois de anos, a interface térmica entre o módulo e o dissipador degrada. O sensor lê temperatura alta porque o calor não está sendo transferido. Limpeza e ventilação não resolvem esse caso — é bancada.

Frequência de chaveamento alta demais. O parâmetro ID 601 troca ruído acústico por perda de chaveamento. Subir o carrier para deixar o motor mais silencioso e depois carregar a máquina no limite é receita direta de F41.

Ciclo de partidas muito curto. Cada partida é um pico de corrente e um choque térmico na junção. Máquina que liga e desliga dezenas de vezes por hora envelhece o módulo por fadiga de solda mesmo sem nunca ultrapassar a corrente nominal.

O Que Fazer

  1. Registre o histórico antes de resetar: código, data, frequência e corrente no momento do trip.

  2. Desenergize, aguarde a descarga do barramento e confirme com multímetro que os capacitores estão descarregados.

  3. Faça o teste de diodo nas seis chaves do módulo, entre coletor e emissor e entre gate e emissor.

  4. Meça a isolação do motor e do cabo com megôhmetro, fase a fase e fase-terra.

  5. Toque no dissipador logo após um trip por F31 ou F41. Dissipador frio com código térmico aponta para sensor ou circuito de medição.

  6. Verifique a rotação do ventilador e limpe as aletas com ar comprimido seco, sem tocar nas placas.

  7. Compare a frequência de chaveamento (ID 601) com o valor de fábrica e reduza um passo se ela tiver sido aumentada.

  8. Se o F7 voltar imediatamente na primeira partida após o reset, não insista. Cada tentativa amplia o dano no estágio de potência.

Vale Reparar ou Trocar

Falha de IGBT no NXP tem um detalhe favorável: a construção é modular, os módulos de potência são de fabricantes conhecidos e a placa de driver é acessível. Isso torna o reparo a nível de componente realista, diferente de equipamentos com estágio de potência encapsulado.

O que não vale a pena é trocar o módulo sem investigar o driver e sem achar o curto externo. É o erro mais caro que se comete nesse tipo de reparo: o módulo novo dura uma partida. Por isso o teste com carga na bancada, depois da troca, não é opcional.

O critério da Ozora é objetivo: se o reparo passa de 30% do valor de um equipamento novo equivalente, a recomendação é trocar. Reparo de driver, ventilador, sensor térmico e reinterfaceamento térmico fica tipicamente entre 10% e 25%. Diagnóstico gratuito e orçamento só depois do laudo.

Como a Ozora Resolve

Na bancada o NXP é carregado progressivamente enquanto acompanhamos corrente por fase, tensão de barramento e curva térmica do dissipador. Se o módulo foi trocado, o teste com carga confirma que o driver está comandando as seis chaves de forma simétrica — que é exatamente o que um teste sem carga não mostra.

Coleta, diagnóstico, laudo técnico em até 24h com o que foi encontrado, orçamento, reparo a nível de componente, teste em bancada com carga e devolução com garantia de 180 dias. Quando a causa raiz é externa — curto no cabo, motor com isolação ruim, painel sem exaustão — isso vai escrito no laudo. Veja mais sobre a manutenção de inversor Vacon na Ozora.

Perguntas Frequentes

F7 sempre significa IGBT queimado?

Não. F7 significa que o driver detectou dessaturação. Isso acontece com IGBT em curto, mas também com curto franco na saída, motor com espira em curto e driver com a própria leitura comprometida. O teste de diodo separa os casos em poucos minutos.

Qual a diferença prática entre F31 e F41?

F31 vem de sensor físico e F41, do modelo térmico do firmware. Quando só um dos dois aparece, a divergência entre medida e estimativa já é a pista: um dos dois caminhos está errado.

Posso resetar e continuar produzindo até o fim do turno?

Com F31 ou F41 por sujeira ou ventilador, o drive está protegendo e vai desarmar de novo. Com F7, cada tentativa de partida pode ampliar o dano e levar o reparo para outra faixa de custo.

Trocar só o módulo IGBT resolve?

Só quando a causa é isolada e o driver está íntegro. Na prática, a inspeção do driver, dos resistores de gate e da fonte isolada faz parte do mesmo reparo — senão o módulo novo repete a falha.

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Escrito e revisado por Bruno BuenoCEO da Ozora Soluções · Atualizado em 24 Jun 2026

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